segunda-feira, 2 de julho de 2012

50 casais gay celebraram união estável neste domingo

50 casais gay celebraram união estável neste domingo

Cerimônia coletiva marcou o Dia Internacional do Orgulho LGBT; ação faz parte do programa Rio Sem Homofobia

02 de Julho de 2012 às 18:06
Para marcar o Dia Internacional do Orgulho LGBT, comemorado no último dia 28, o Governo do Estado, promoveu, neste domingo (1º), uma cerimônia coletiva de união estável homoafetiva entre 50 casais. A iniciativa é do programa Rio Sem Homofobia da Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e da Defensoria Pública do Estado. A cerimônia aconteceu no Auditório Antonio Carlos Amorim (TJ-RJ) e foi conduzida pela desembargadora Cristina Gáulia. "Cabe ao Poder Judiciário, inclusive por meio de ações afirmativas, garantir os direitos fundamentais de liberdade, igualdade e dignidade às minorias, por vezes contra a posição da maioria, principalmente em questões sensíveis como o pleno direito à constituição de família, seja qual for a orientação sexual do casal. Ao mesmo tempo é preciso criar condições para que a jurisprudência superior ultrapasseos óbices, aparentes, do ordenamento jurídico do país. A iniciativa tem ainda como escopo fomentar a disseminação da prática e da discussão jurídica em todosos tribunais", afirmou a desembargadora.
Segundo Claudio Nascimento, superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos e coordenador do Programa Estadual "Rio Sem Homofobia", a cerimônia celebra o Dia Mundial do Orgulho LGBT (28 de junho) e comemora mais de um ano da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autoriza a união estável de pessoas do mesmo sexo.
Ao lado de parentes e amigos, Patrícia Feitosa, que é funcionária do tribunal, está com Adriana Oliveira há 10 anos e hoje comemora a união. "Para um heterossexual isso pode ser muito pequeno, mas para nós que somos marginalizados, viver um momento como este é emocionante. O Governo doEstado teve uma iniciativa muito bacana. Há 3 anos a gente nem sonhava que um dia pudesse realizar isso e hoje a gente está se sentindo muito especial", disse Patrícia.
Moradora de Nova Iguaçu, Vanessa Alves é transexual e conheceu o marido há 20 anos numa boate do bairro. "Na época em que a gente se conheceu existia muito preconceito e hoje já existe bem menos. Agora podemos dizer que somos oficialmente um casal para a sociedade", afirmou.
A união civil foi o primeiro passo para assegurar direitos para a população LGTB, como herança, a pensão, o plano de saúde e outros semelhantes. Márcio de Oliveira e Marcus Vinicius contam que ainda existe preconceito quando o assunto é filho criado por pais homossexuais, mas afirmam que hoje eles buscam um olhar mais sério da sociedade.
"O preconceito é algo que caiu em desuso e todo mundo sonha em passar suas experienciais de vida para outra pessoa. As dificuldades que um casal hétero ou um casal homossexual têm para criar um filho são as mesma" afirmou Márcio.
Com informações do governo do Rio de Janeiro.

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