terça-feira, 4 de setembro de 2012

Haddad fala ao Blog e desmente blogueiro da Veja





Blog da Cidadania

O blogueiro da revista Veja Reinaldo Azevedo acusou o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de mentir quando diz que em sua gestão como ministro da Educação fez o número de creches no país aumentar 14 pontos percentuais.
Segundo Azevedo, “Chega a ser constrangedor para o jornalismo a proteção dispensada ao candidato petista, que fala o que bem entende, no horário eleitoral e nas entrevistas, sem que seja confrontado com os fatos, com os números”.
Ora, ora… É de se perguntar se o tipo de cobertura que a mídia vem dando ao julgamento do mensalão seria a manifestação desse seu “petismo”. Mas vamos em frente.
Azevedo criticou entrevista de Haddad ao SPTV. Diz que o petista mente quando afirma que, em 2000, as creches atendiam a 9% das crianças que delas necessitavam e que, ao deixar o governo Lula, o índice havia saltado para 23%”.
O blogueiro tucano usa como “prova” de que Haddad “mentiu” o fato de que “Existe um programa federal de creches, o tal Pró-Infância, que prometeu criar 6 mil creches e entregou, no máximo, 200”.
Não contente, Azevedo decidiu exaltar o de fato enorme aumento de creches em São Paulo durante a gestão Serra-Kassab afirmando que em oito anos foram criadas 148 mil vagas. Além disso, compara o percentual de cobertura por creches na cidade com a cobertura no Brasil.
Os dados oferecidos pelo blogueiro da Veja impressionam, pois, no Brasil, a cobertura de creches é de 23% e, na cidade de São Paulo, é de 48%. E diz mais: que “Quando Serra chegou à Prefeitura, havia 60 mil vagas apenas”. Sobrou até para Marta Suplicy…
Intrigado com a distância que separa a afirmação de Haddad ao SPTV da afirmação do porta-voz de Serra na blogosfera, resolvi entrar em contato com o candidato petista para lhe pedir explicações. Fui muito bem atendido pelo próprio, que meu deu informações corretas.
É verdade que esse programa complementar do governo federal para criar creches ainda está sendo implantado e não atingiu o número prometido. Azevedo só omite um pequeno detalhe: o programa do governo Dilma Rousseff promete cumprir a meta de 6 mil creches até 2014.
Mais estupefaciente ainda, porém, é a questão da disparada da criação de creches em São Paulo. Azevedo também omite que não foi só nessa cidade que as creches se multiplicaram, pois o fenômeno ocorreu no Brasil todo.
Como foi, então, que da gestão Marta Suplicy para a gestão Serra-Kassab o número de creches disparou tanto em São Paulo?
Em 2007, quando ministro da Educação, Haddad criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), e fez inserir em sua regulamentação o apoio à abertura e manutenção de creches. São Paulo, por conta disso, passou a receber 500 milhões de reais do governo federal, produto de convênios desse nível da administração para financiar creches.
Sendo ainda mais claro: São Paulo quase triplicou seu número de creches, sim, mas a grande maioria delas é conveniada com o governo federal no âmbito do Fundeb, criado por… Fernando Haddad.
Por fim, há a comparação que Azevedo fez entre o percentual de cobertura por creches no Brasil e em São Paulo.  No Brasil é de 23% e em São Paulo, 48%. Haddad explica que a comparação é estapafúrdia, pois na região rural e em pequenas cidades não há demanda por creches.
O candidato chegou a brincar dizendo que estava se comparando a necessidade de creches numa metrópole com a necessidade que há – ou que não há, melhor dizendo – na Amazônia, por exemplo.
Haddad também disse, ao telefone, que a argumentação que expus – que é a de Reinaldo Azevedo – é  “uma loucura” e como que ponderou que não vale a pena gastar tempo com ela, mas penso diferente e por isso lhe disse que escreveria este texto.
Escrevo porque Serra e seus áulicos (sobretudo os da mídia) vão tecendo essas distorções e há quem acredite sem, como fiz, buscar saber o que diz o outro lado. Para sorte do eleitor, porém, a internet, hoje, impede que se contem mentiras tão descaradas.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ninguém explicou, ainda, o baque eleitoral de Serra

Só para refrescarmos nossas memórias: há exatos um ano e dez meses na capital paulista, José Serra venceu Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial. O que aconteceu de lá para cá?
03 de Setembro de 2012 às 15:31

Eduardo Guimarães

Não serei eu a querer discutir com análises de renomados especialistas sobre as razões da piora cada vez mais espantosa da imagem do candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra. Todavia, confesso que, até agora, nenhuma das que li ou ouvi me convenceu.
Defeitos de Serra que seus adversários sabem de cor: "métodos", "truculência", "irascibilidade" etc. São, porém, defeitos que enxerga quem não gosta dele. Já o eleitorado que ele ora disputa, o de São Paulo, pelo menos até há pouco não pensava assim.
Só para refrescarmos nossas memórias: há exatos um ano e dez meses (que se completam no dia em que este texto foi escrito), em 31 de outubro de 2010, na capital paulista, Serra venceu Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial por 53,64% a 46,36%.
O que aconteceu de lá para cá? Que eu saiba, o tucano não matou ninguém, não estuprou ninguém e nem mesmo foi visto tirando o pirulito de alguma criancinha. Muito pelo contrário: a blindagem que tem na mídia impediu, de lá para cá, que se noticiasse algo que o desabonasse.
Claro que houve o livro da Privataria Tucana, que virou best-seller em questão de poucos dias, figurando por meses, entre o fim do ano passado e começo deste ano, entre os mais vendidos de todas as listas, inclusive nas da grande mídia. Todavia, quem lê livros sobre política, aqui?
É óbvio que o livro da privataria foi lido só por uma elite intelectual. O povão, os mais de dez milhões de paulistanos, em sua quase totalidade nem sequer ouviram falar... Ou ouviram?
Seja como for, a propaganda contra o livro no mínimo foi tão grande quanto a divulgação, apesar de a obra do jornalista Amaury Ribeiro ter gerado um pedido de CPI na Câmara dos Deputados que está até aprovado e esperando nomeação de líderes...
Ainda me parece pouco, porém.
Também dizem que o que pode estar minando Serra é ele ter mentido ao se comprometer por escrito a ficar no cargo quatro anos se fosse eleito prefeito de São Paulo em 2004. Essa versão, porém, tampouco me convence.
Se mentir para o eleitorado em 2004 está afundando Serra, então por que ele foi eleito governador de São Paulo em primeiro turno em 2006 e ainda conseguiu eleger Gilberto Kassab prefeito da capital paulista em 2008? E mais: como venceu Dilma na mesma cidade em 2010?
A hipótese mais plausível é a de que, refletindo sobre a eleição, o paulistano, que à proporção de 85% disse na última pesquisa Datafolha que quer mudança de modo de governar São Paulo, só agora tenha se dado conta de que Serra é o responsável por Kassab ter sido eleito.
Kassab, porém, é mal-avaliado faz tempo. Contudo, até há algumas semanas a eleição para prefeito parecia estar decidida na cidade, segundo as pesquisas. A dianteira de Serra era enorme. Será que o paulistano não se lembrava mais de que Serra é Kassab?
Em 2010, a avaliação de Kassab ainda não era muito ruim. Começou a despencar em 2011. Em minha opinião, isso explica tudo. Não tenho dados para afirmar, mas acho que, nos últimos dois anos, a qualidade de vida em São Paulo piorou muito. De uma forma impressionante...
Seria extremamente interessante, do ponto de vista da ciência política, que fosse feito um estudo dos indicadores da condição de vida em São Paulo de 2010 para cá. A percepção deste blogueiro parece encontrar eco em todos com quem conversa, por aqui.
Além da redução espantosa da mobilidade urbana, a limpeza, a segurança e os serviços públicos da cidade, no geral, na visão comum da população decaíram muito. Muita gente parece sentir essa degradação para ser, apenas, uma percepção equivocada.
PS: tem gente dizendo que a mídia encher a paciência do povo com o mensalão dia e noite está sendo percebido pelos paulistanos como manobra pra ajudar Serra e isso os está irritando, mas eu não acredito. E você?
Eduardo Guimarães é autor do Blog da Cidadania

R$ 690 milhões contra enchentes no Rio

R$ 690 milhões contra enchentes no Rio Foto: Montagem/247

Recurso será aplicado em três cidades da região serrana; PAC também liberou R$ 322 milhões para Belo Horizonte; no início deste ano, moradores das quatro áreas sofreram com a destruição causada por alagamentos e deslizamentos

03 de Setembro de 2012 às 09:58
Renata Giraldi _Agência Brasil – O Ministério das Cidades anunciou a liberação de aproximadamente R$ 1,1 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, e três cidades da região serrana do Rio de Janeiro – Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Os recursos serão aplicados na reconstrução de áreas destruídas em decorrência da chuva, enchentes e desmoronamentos ocorridos no começo deste ano.
Apenas para Belo Horizonte serão repassados R$ 322 milhões. Os demais R$ 690,4 milhões serão transferidos para os três municípios fluminenses, de acordo com a Portaria n° 442, assinada pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e publicada na edição de hoje (3) do Diário Oficial da União, na Seção 1, páginas 128 e 129.
No começo deste ano, Minas Gerais e o Rio de Janeiro sofreram com a temporada de chuva que causou enchentes, desmoronamentos e destruição em várias cidades dos dois estados. Os municípios de Belo Horizonte, Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis estão entre os que mais sofreram as consequências.
Em janeiro, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal anunciaram uma série de medidas emergenciais para atender às cidades atingidas pelas enchentes no estado de Minas Gerais. Ambas as instituições abriram contas para arrecadar doações para vítimas das enchentes no Rio e em Minas.
Na ocasião, o Banco do Brasil anunciou também a suspensão do envio de títulos para cartório e a dispensa dos encargos sobre faturas de cartões de crédito pagas com atraso. Unidades móveis foram encaminhadas às regiões atingidas para o atendimento aos seus clientes e aos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Altamiro Borges: Fantástico ataca farmácias populares

O programa Fantástico, da TV Globo, exibiu do domingo (3) uma longa reportagem sobre a corrupção nas farmácias privadas com dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS). As denúncias devem ser apuradas e os criminosos, que desviam recursos públicos e penalizam a sociedade, devem ser exemplarmente punidos. A matéria, porém, faz crítica generalizada as chamadas "farmácias populares", criadas no governo Lula para garantir acesso a medicamentos para a população mais carente.

Por Altamiro Borges*



Diante deste ataque, a Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) divulgou hoje "nota de repúdio à reportagem do programa dominical da Rede Globo" e "em defesa do interesse público, da saúde e dos farmacêuticos". Ela é assinada pelo presidente da entidade, Ronald Ferreira dos Santos. Reproduzo-a na íntegra:

Em defesa do Interesse Público, da Saúde e dos Farmacêuticos

A categoria farmacêutica, sabedoura de sua responsabilidade com a saúde do povo brasileiro, desde o início da década de 90 do século passado, colocou como sua prioridade máxima a luta pela transformação da Farmácia de comércio em um estabelecimento de saúde.

Em um país aonde o gasto das famílias (privados) com saúde representam 55% de toda a renda - e para as famílias que recebem até quatro salários mínimos os medicamentos representam mais de 60% dos gastos com saúde - medidas na direção de colocar o medicamento em uma posição estratégica na garantia do Direito à Saúde são fundamentais.

Dados de 2011 do SINDUSFARMA-SP demostram que 77% das aquisições de medicamentos se deram por desembolso direto do cidadão nas farmácias e drogarias brasileiras, e o volume de 62 bilhões de reais que circularam no comércio varejista de produtos farmacêuticos, que o IBGE conseguiu identificar, é o mesmo valor do total que o Governo Federal aplicou em ações e serviços de saúde em 2010.

Portanto, o papel do medicamento, dos Farmacêuticos e das Farmácias merecem das autoridades, da imprensa e das organizações da sociedade uma atenção maior e mais responsável. Ao abordarmos os desafios contratados em nossa Constituição Federal - particularmente no que diz respeito à Ordem Econômica, que se fundamenta na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, e que tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados diversos princípios, entre os quais a Função Social da propriedade - verificamos algumas contradições na atual conformação do setor farmacêutico nacional.

No Brasil, a diferença da natureza da atividade econômica Comércio com atividade econômica Saúde ganhou maior destaque a partir da Constituição de 1988 - que elevou a Saúde à categoria de Direito. Porém, infelizmente, o que ainda preside a lógica do acesso aos medicamentos, elemento essencial na garantia do direito à saúde, é o interesse comercial. Interesses que os números revelam serem muito poderosos.

Nós, farmacêuticos, desenvolvemos há mais de 15 anos a campanha “Farmácia Estabelecimento de Saúde. Sua vida não tem preço” . Por mais de três vezes já ocupamos a esplanda dos Ministérios, em Brasília, o Congresso Nacional, centenas de Praças, Universidades, espaços legislativos, e estivemos presentes em eventos diversos para afirmar que os Farmacêuticos Brasileiros, que a Farmácia Brasileira e que o medicamento devem estar inseridos nas ações e estratégias que garantam o direito à Saúde.

Com o advento da Farmácia Popular do Brasil e do Aqui tem Farmácia Popular, testemunhamos importantes avanços, entre eles o estabelecimento do compromisso desta atividade econômica com ações estratégicas de saúde em relação à Hipertensão, Diabetes e Asma. Milhões de brasileiros que antes não tinham acesso aos mediamentos passaram a ter, é claro que em uma atividade na qual predomina o interesse meramente mercantil os riscos de desvios estão sempre presentes.

Nós Farmacêuticos repudiamos e condenamos todo e qualquer malfeito com dinheiro público, mas também todo e qualquer malfeito com o dinheiro privado, particularmente aquele que foi conseguido com muito suor pelo trabalhador brasileiro e é deixado na Farmácia.

Nós farmacêuticos temos buscado nos preparar cada vez mais para as nossas reponsabilidades, temos dado uma grande contribuição para a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro, voltando a ocupar com maior destaque o espaço das Farmácias, resgatando nosso papel de profissional da saúde, e podemos hoje afirmar com convicção que a sociedade pode confiar em nosso trabalho. Agora, quanto aos comerciantes inescrupulosos que apenas carregam o título de farmacêutico, para eles defendemos o mesmo tratamento que qualquer criminoso merece, lembrando que 66% dos farmacêuticos são empregados.

Não só porque o “Saúde não tem preço” reforça o movimento dos farmacêuticos brasileiros, é que nos manifestamos favoravelmente ao Farmácia Popular, mas principalmente por se tratar de uma iniciativa que permite colocar a discussão sobre o acesso aos mediamentos sob uma ótica não presidida pelo interesse mercantil, e possibilita pautarmos entre outros temas de grande relevância a Farmácia Estabelecimento de Saúde e a tributação sobre medicamentos, o que ao nosso entender significa defender o Interesse Público, a Saúde e os Farmacêuticos.


Ronald Ferreira dos Santos - Presidente da Fenafar - Federação Nacional dos Farmacêuticos

*em seu blog

Serra e Reinaldo podem terminar juntos, numa ilha deserta

Serra e Reinaldo podem terminar juntos, numa ilha deserta Foto: Edição/247

Blogueiro de Veja declara voto no candidato tucano e dá piti em relação à cobertura da imprensa sobre as eleições em São Paulo, que estaria ampliando a sua rejeição

03 de Setembro de 2012 às 01:23
247 – A rejeição de José Serra em São Paulo é grande (43%, segundo o Datafolha), mas ele tem Reinaldo Azevedo a seu lado – o que talvez explique parte dessa mesma rejeição. Num longo post sobre a cobertura eleitoral em São Paulo, Reinaldo Azevedo declarou seu voto em José Serra – o que não chega a ser surpreendente – e também deu um piti em relação à cobertura da imprensa em relação às eleições. Serra e Reinaldo correm o risco de terminar juntos, numa ilha deserta. Leia, abaixo, um trecho e aqui a íntegra:
“Não! Não estou a cobrar que a imprensa passe a tratar bem o candidato em que vou votar e mal os candidatos que considero piores. Estou a cobrar um mínimo de equilíbrio nas reportagens, quem sabe até um pouco de vergonha na cara. Com que então Haddad pode levar em sua propaganda eleitoral o falso testemunho de um doente de catarata — se o paciente sabia que estava mentindo ou não, isso é irrelevante —, que estaria dois anos à espera de uma cirurgia, e a Secretaria de Saúde não pode nem mesmo contar a verdade do prontuário? Não era catarata! Ele não estava na fila! Tinha sido encaminhado para o atendimento adequado. A imprensa inteira, vejam que espetáculo!, considerou a mentira de Haddad normal e ainda acusou a Prefeitura de quebra do sigilo médico. Norte moral: o sigilo médico deve proteger as mentiras do PT.”

Toffoli julga mulher de Noblat sobre rombo de R$ 33 milhões no INCRA

Agora está explicado a obsessão do blogueiro da Globo contra o ministro Dias Toffoli, do STF.
http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=2485274
Toffoli é relator da Reclamação 4895 no STF, onde Raul Jungmann (PPS-PE) reclama ser julgado pelo STF em Ação onde é réu por improbidade administrativa junto com a ré Rebeca Scatrut, mulher de Noblat.

A Ação foi movida pelo Ministério Público Federal do DF, e acusa fraude em contratos com agências de publicidade feitos pelo Ministério da Reforma Agrária, comandado por Jungmann no governo FHC, envolvendo a empresa da mulher de Noblat, RNN Comunicação.

O rombo nos cofres públicos foi de R$ 33 milhões em dinheiro da época, segundo o MPF.
http://processual.trf1.gov.br/consultaProcessual/processo.php?proc=200634000378430&secao=DF
O MPF-DF cobra a devolução dos R$ 33 milhões aos cofres públicos, neste processo.

Houve outro inquérito criminal por peculato e corrupção ativa e passiva sobre esses mesmos fatos, com os mesmos réus, mas como não eram petistas, acabou sendo arquivado a pedido do Ministério Público, alegando prescrição. Mas esse outro fato quase tão esquesito quanto o engavetamento da Operação Vegas em 2009, já é assunto para outra nota.

Incêndio atinge favela no Campo Belo, zona sul de SP

Incêndio atinge favela no Campo Belo, zona sul de SP Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com o Corpo de Bombeiros, 30 carros foram deslocados para a comunidade do Morro do Piolho; até o momento, não há registro de vítimas

03 de Setembro de 2012 às 17:04
247, com Elaine Patricia Cruz da Agência Brasil - Um incêndio, que teve início por volta das 14h44 desta segunda-feira 3, atinge a favela do Morro do Piolho, no Campo Belo, na zona sul da capital paulista.
O fogo destrói os barracos localizados entre as ruas Cristóvão Pereira e Xavier Gouveia, próximo à Avenida Jornalista Roberto Marinho. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 30 carros foram deslocados para o local. Até o momento, não há registro de vítimas, segundo o órgão.
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que o incêndio não afeta os voos no Aeroporto de Congonhas, que funciona normalmente e fica próximo à favela.
Procuradas pela Agência Brasil, a Defesa Civil e a subprefeitura de Santo Amaro não informaram a quantidade de pessoas que vivem no local e o número de desabrigados. Equipes dos dois órgãos estão no local do incêndio.
Segundo os bombeiros, 79 incêndios em favelas de São Paulo foram registrados em 2011. Em 2008, foram 130 incêndios; em 2009, 122 incêndios; em 2010, 91 incêndios e, em 2011, 79 incêndios. Os bombeiros não divulgaram a quantidade de incêndios registrada este ano. Até o dia 14 de agosto, a Defesa Civil registrou 24 grandes incêndios em favelas de São Paulo.

Dilma contesta FHC e defende era Lula

Dilma contesta FHC e defende era Lula

Dilma contesta FHC e defende era Lula Foto: Edição/247

Em nota, presidente afirma que foi citada de modo incorreto em artigo do ex-presidente tucano deste domingo; "Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história", ataca; FHC disse que Dilma recebeu "Herança pesada" de seu antecessor

03 de Setembro de 2012 às 19:03
247 - A presidente Dilma Rousseff rebateu nesta segunda-feira o artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, intitulado "Herança pesada". O texto, publicado neste domingo nos jornais O Globo e O Estado de S.Paulo, afirma que Dilma recebeu uma herança pesada de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a começar, segundo ele, "pelo mais óbvio: a crise moral".
Em nota oficial, a presidente afirmou ter recebido uma "herança bendita" de Lula: um país com economia sólida, crescimento robusto e inflação sob controle, defende. De acordo com Dilma, não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história.
Leia aqui o artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Leia abaixo a íntegra da nota da presidente:
Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.
Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.
Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.
Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.
Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.
Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

domingo, 2 de setembro de 2012

Aécio usa mensalão em BH e faz sua ode ao cinismo

Aécio usa mensalão em BH e faz sua ode ao cinismo Foto: O Tempo/Folhapress

Ao lado de Marcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte que, em 2002, sacou R$ 1,3 milhão das empresas de Marcos Valério, o senador Aécio Neves introduz o mensalão na campanha mineira. Será que esqueceu em que estado, em que governo e em que partido a tecnologia de financiamento de campanhas das agências de publicidade DNA e SMP&B foi criada?

01 de Setembro de 2012 às 20:57
Minas 247 – Era de se esperar que o senador mineiro Aécio Neves não explorasse o tema do mensalão na campanha municipal de Belo Horizonte. Seria mais prudente. Não só porque o esquema foi criado na tentativa frustrada de reeleição do tucano Eduardo Azeredo, correligionário de Aécio, em 1998, mas também porque seu atual aliado, o prefeito Marcio Lacerda, de Belo Horizonte, poderia ter sido um dos réus da Ação Penal 470.
Mas Aécio foi imprudente. Neste sábado, numa carreata em Belo Horizonte, citou pela primeira vez o caso – descumprindo uma promessa que ele próprio havia feito. “O PT tem um viés equivocado ao analisar a questão de investimentos, porque ele trata recursos públicos como se fossem seus. Dinheiro federal, dinheiro estadual, isso é menos importante, é dinheiro do povo, são impostos que todos nós aqui pagamos”, disse o senador. “Mas o PT se apropria das empresas públicas, como fez agora, (como foi) comprovado pelo Supremo Tribunal Federal, em relação ao Banco do Brasil. Uma vergonha, uma instituição secular, um símbolo do Brasil que se desenvolveu, que avançou, e utilizada na forma como foi provada agora pelo Supremo Tribunal Federal para atender a interesses do partido”, disse Aécio.
Em 2002, Márcio Lacerda coordenava a campanha presidencial de Ciro Gomes, que não passou para o segundo turno. Naquela edição, Lula venceu José Serra. A campanha de Ciro, no entanto, deixou dívidas pesadas. E foi Marcio Lacerda quem sacou R$ 1,3 milhão das empresas de Marcos Valério para quitá-las. Não se tornou um dos personagens da CPI dos Correios em decorrência de um acordo político ainda hoje mal explicado.
Em 2008, Lacerda se tornou prefeito de Belo Horizonte, eleito pelo PSB, porque tanto o PT quanto o PSDB decidiram apoiá-lo. Sorte dele, que tem feito boa gestão e foi apontado numa pesquisa recente do Instituto Datafolha como o melhor prefeito do País. Mas se destino tivesse sido mais traiçoeiro – ou mais igualitário em relação aos sacadores de recursos nas agências de Valério – Lacerda hoje estaria sentado no banco dos réus, ao lado de Delúbio Soares, José Genoíno e José Dirceu.
Se isso não bastasse, o mensalão mineiro, ou mensalão tucano, foi abastecido com recursos de várias estatais do Estado, como a Copasa e a Cemig, que adquiriram patrocínios inexistentes num evento de motociclismo chamado de “Enduro da Independência”. Dali saiu boa parte dos recursos da campanha de Azeredo, coordenada por Walfrido dos Mares Guia (que coordena a de Marcio Lacerda), para o chamado mensalão mineiro.
Uma declaração como a de Aécio neste sábado deixa a dúvida: o Brasil está mesmo sendo limpo, purificado, ou é só uma maré de cinismo e hipocrisia?

Gurgel quer condenar Dirceu com qualquer prova?

Não há juridiquês Supremo que transforme prova “tênue” em “espessa” para condenar Dirceu.
Saiu na Folha (*):

“Para Procurador, STF está a caminho de punir Dirceu”


(…)

Gurgel também afirmou que as decisões tomadas até agora representam uma “guinada”, pois possibilitam a aceitação de “provas mais tênues” para condenar pessoas acusadas por crimes como corrupção e peculato.

“Independentemente do resultado, a decisão parcial é muito importante para toda a Justiça Penal, pois reconhece que não podemos buscar o mesmo tipo de provas obtidas em crimes comuns, como roubo, assassinato”, disse, após a posse do novo presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Felix Fischer.

O procurador foi questionado se as provas contra Dirceu não seriam mais tênues do que as que levaram à punição de João Paulo Cunha.

“Isso também está sendo discutido. Na medida em que sobe a hierarquia na organização criminosa, as provas vão ficando mais e mais tênues. O mandante não aparece. Não quero ficar fazendo previsões, mas acho que estamos num bom caminho.”
Questionado se ele se referia ao caminho para a condenação de José Dirceu, Gurgel respondeu: “Exatamente”.
Navalha
“Tênue” vem do latim “tenuis, -e” – adjetivo.
Sentido próprio: 1) tênue, fino, delgado; 2) Sutil, delicado; 3) Pequeno, sem importância, fraco, de condição humilde; 4) Pequeno, estreito, pouco elevado, pouco profundo; 5) Pouco numeroso, pouco abundante, frugal;
Sentido figurado: Fino, sutil, engenhoso; claro; límpido; simples (tratando-se de estilo); precário.
(Dicionário Escolar Latino-Português”, do professor Ernesto Faria, que iluminou o Curso Clássico do ansioso blogueiro no Colégio de Aplicação da UFRJ.)
“Engenhoso”, “precário”.
“Tênue” é de “pouco valor”, “sem importância” ao se tratar de “argumento” – registra também o Houaiss.
É assim que o brindeiro Gurgel quer condenar o Dirceu – e, portanto, o Lula e a Dilma.
Não há juridiquês Supremo que transforme prova “tênue” em “espessa”.
(Será que os membros da Corregedoria analisarão as acusações que o Senador Collor faz contra Gurgel com a mesma “sutileza”?)
Viva o Brasil !




Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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Marchinha pró-Haddad questiona as proibições polêmicas de Kassab

“Você sabe onde fica a cidade proibida? Você sabe, é no reino de Kassab”, diz a letra da Marchinha do proibidão, protagonizada por simpatizantes da candidatura Haddad. “Proibiu o músico de rua, proibiu a feira popular, proibiu o feirante de gritar [...] Proibiu a sopa, o ovo mole da padaria, e com Serra ele quer continuar.” Kassab e Serra acreditam que “o lugar do cidadão” é “da porta para dentro de casa – e políticos que não têm nenhum jeito de ser fãs de funk comandam o proibidão”.



Fonte: Da redação, com agências

MPF investiga Russomanno; sigilo fiscal é quebrado

O candidato é acusado de usar verbas do gabinete na Câmara Federal para pagar os salários de uma funcionária da Night and Day, Sandra de Jesus Nogueira, entre 1997 e 2001. Em sua defesa, Russomanno alega que Sandra trabalhava em seu escritório político em São Paulo, localizado no mesmo endereço da empresa, e eventualmente ajudava de maneira informal na administração da Night and Day. 


No entanto, a secretária continuou contratando e demitindo funcionários da empresa, assinando recebimento de talões de cheques, contratos de publicidade e até baixa em carteira de trabalho de trabalhadores demitidos quando já era contratada da Câmara, embora não tivesse nem sequer uma procuração do deputado.

A própria Sandra, em depoimento, desmentiu o deputado dizendo que “permanecia em uma casa nos fundos (onde funcionava a empresa) e o pessoal da Câmara ficava na frente”.

Na defesa, Russomanno alega também que a empresa ficou desativada entre 1998 e 1999. Além de corroborar a tese de que Sandra não era funcionária da Night and Day, a afirmação é usada como justificativa para o fato de a secretária ter sido demitida em 1997 pela empresa e imediatamente contratada pela Câmara como secretária parlamentar de Russomanno. O candidato disse em depoimento que indicou a contratação de Sandra pelo gabinete para ajudá-la em um processo de adoção.

“A nomeação para tal cargo se fez pois como a empresa se encontrava sem faturamento fui obrigado a demiti-la. Por se tratar de uma boa profissional e de confiança não queria perdê-la e a indiquei para exercer a função de secretária parlamentar. Além disso, na mesma época incentivava Sandra a adotar uma criança e a mesma tinha acabado de ganhar a guarda de um bebê. Se ficasse sem emprego, o juiz não autorizava a adoção (...) Lembro-me ainda que depois do horário de expediente ela me ajudava prestando alguns serviços para a produtora. Ainda com o intuito única e exclusivamente de ajudar assinou declaração em data que me encontrava em Brasília, mesmo sem procuração”, diz um trecho do depoimento de Russomanno ao MPF.

O objetivo da quebra de sigilo fiscal é verificar se a Night and Day realmente estava inativa na época da contratação de Sandra pela Câmara. Embora Russomanno tenha dito que não havia faturamento na época, o MPF encontrou junto à Secretaria de Finanças do município autorizações para emissão de notas fiscais em janeiro de 1997, agosto de 1998 e julho de 2003, recebeu auto de infração tributária relativo ao período entre 1994 e 1999 e recolheu ISS nos anos fiscais de 1997, 1998, 2000 e 2001.

Para o MPF, estes são indícios de que a defesa mentiu ao dizer que a empresa esteve inativa.
No ofício 440/2012 encaminhado no dia 21 de junho a 10ª Vara Federal do Distrito Federal, o procurador da república Vinícius Fermino argumenta que “o objetivo dessas informações fiscais foi evidenciar se a dita empresa estava ou não em atividade no período em que praticados os fatos imputados na denúncia, sendo que os dados obtidos se põem no sentido de que a empresa não estava paralisada (...) estrutura de uma das principais teses da defesa”.

Fonte: IG

Ibope divulga pesquisa; Manuela D'Ávila assume liderança

O Ibope divulgou nesta madrugada a primeira pesquisa de intenção de voto após o início da campanha eleitoral para a Prefeitura de Porto Alegre. Na pesquisa estimulada, Manuela D'Ávila, do PCdoB, aparece com 37% das intenções de voto, em segundo está José Fortunati, candidato do PDT, com 35%; Adão Villaverde, do PT, com 5%; Roberto Robaina, do PSOL, com 1%.  A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.



Não pontuaram Wambert di Lorenzo, PSDB, Érico Corrêa, PSTU, Jocelin Azambuja, PSL. Brancos e nulos, 5% e não sabem/não responderam, 15%.

Num cenário para o segundo turno, Manuela lidera com 42% das intenções de voto, seguida de Fortunatti, com 39%. Brancos e nulos, 6%. Não sabem/não responderam, 12 %.

A pesquisa, encomendada pelo Grupo RBS, foi realizada entre 28 e 30 de agosto em Porto Alegre. Foram entrevistadas 805 pessoas.A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral, sob o número 00099 / 2012.

Fonte: Rádio Gaúcha

O prevaricador Gurgel e o procurador Barbosa


Mensalão - fatiados venceremos 
Autor: Sergio Saraiva

O procurador Joaquim Barbosa deve ter escutado com um sorriso de escárnio suspenso nos lábios a leitura da acusação feita pelo PGR Roberto Gurgel. Era inepta. Gurgel usava de sarcasmo, citava Chico Buarque de Holanda, mas cometia um erro grosseiro, sustentava que uma quadrilha atrevida instalou-se no Palácio do Planalto e do escritório do Ministro da Casa Civil comprava apoio parlamentar - o mensalão. Contudo, terminava de maneira patética a acusação. Pedia a compreensão da Corte por não apresentar provas do que dizia. Provas, como todos ali sabiam, nesses casos são muito difíceis de serem obtidas.
Convenceu um já convencido, desgosto e retirante Ministro Peluzo, que mesmo assim teve de cometer um acidente automobilístico na sua biografia para concordar com Gurgel. Inovou em matéria penal ao admitir que um fato prove outro a ele relacionado por si só, dispensando a apresentação de provas da correlação. Ou a prevalência de tese de que "quem bate atrás é culpado". Nesse momento o ministro Joaquim Barbosa é quem deve ter intimamente gargalhado do argumento rebolativo de seu colega e desafeto.
O procurador Joaquim Barbosa é muito mais engenhoso, a utilidade do mensalão já havia acabado quando o STF aceitou a denúncia. Para o julgamento usaria outra estratégia. Na verdade a idéia do mensalão voltou a ser útil quando a questão dos réus sem foro privilegiado foi novamente apresentada. O procurador Joaquim Barbosa se encolerizou, isso era questão já decidida, não se volta atrás. Ali a sua estratégia perigou, mas vencido o questionamento o procurador Joaquim Barbosa sorriu vencendor mais uma vez.
A tese do mensalão era útil à acusação apenas como uma imagem que justificasse o STF como fórum do julgamento. Ora, admitindo-se a hipótese de um ministro de estado corrompendo deputados e senadores para obter apoio político, que outro fórum poderia julgar tal delito? E, assim, mesmo réus sem foro privilegiado deveriam ser julgados na ultíssima instância, pois, se divididos em vários tribunais como processos individuais, ainda que entregues aos seus juízes naturais, a interessa das provas e correlação dos atos que comprovavam o mensalão seriam prejudicadas. Esses réus formavam uma quadrilha – Lula lá e seus 40 ladrões.
Esse era o primeiro movimento de engenho e arte jurídica do procurador Joaquim Barbosa. Aceita como tese, a hipótese do mensalão não servia para mais nada, podia ser dispensada. Como peça acusatória era contraproducente, pois teria de ser provada. E o procurador Joaquim Barbosa sabia que era inverossímil malas executivas recheadas de dinheiro circulando pelo plenário do Congresso Nacional, assim como, no mínimo, difícil de acreditar que era necessário corromper congressistas do PT para votar nas propostas do PT.
Logo, o procurador Joaquim Barbosa apresenta ao ministro Joaquim Barbosa e aos outros Ministros do Supremo uma peça acusatória totalmente diferente da do Procurador Geral da República e de modo algum relacionada com o mensalão. Num engenhoso salto mortal, fatia o julgamento. Cada delito agora deveria ser julgado como único, dissociado dos outros e principalmente da idéia de que formavam um conjunto chamando mensalão.
Estava consumado com sucesso o segundo movimento do procurador Joaquim Barbosa, engenho, arte e contradição calculados.
Assim assistimos decisões sobre peculato, lavagem de dinheiro, propina, corrupção rasteira e genérica. Não ao julgameto do "maior escândalo de corrupção da história deste país", nenhum ministro tendo que se questionar sobre onde estaria comprovada a compra de apoio político ou quais as matérias tiveram suas votações corrompidas.
Mantida assim as teses do procurador Joaquim Barbosa, ao final do julgamento, todos os réus estarão condenados por delitos outros que os apresentados inicialmente como compra de apoio parlamentar. E a condenação é o que interessa à procuradoria, a quem cabe acusar e não julgar o mérito.
Por último, o mensalão restaria provado pela condenação dos réus a ele associados e não porque qualquer prova dele tenha sido apresentada ou mesmo que tenha realmente existido.

Fatiados venceremos.

Multidão se emociona com Lula e Patrus



A praça da Estação em Belo Horizonte estava lotava, antes mesmo de começar o comício de Patrus Ananias (PT-MG), uma noite inesquecível, um marco que eletrizou a campanha.

Ao chegar ao palanque, Lula foi recebido com a multidão gritando “Lula, guerreiro, do povo brasileiro” e “Olê, olê, olê olá, Lula, Lula”.

Em seu discurso ele disse:

“Estou feliz de estar em BH para dizer aos meus amigos que voltei e aos meus inimigos que ainda vão me ver por muito tempo”.

“Não tive medo de morrer. Tinha medo de viver sem poder fazer discurso. O dom que Deus me deu foi de falar com as pessoas”.

"Um partido que tem um homem da qualidade do Patrus não tem que temer adversário"

"Fazer obras é importante, mas saber cuidar da pessoas é mais importante. E não há ninguem em BH que entenda mais de gente que Patrus"

"Um partido que tem um homem da qualidade do Patrus não tem que temer adversário"

“Tem muita gente que fala que é tocador de obra, que sabe fazer ponte. Isso é bom, mas muito melhor é alguém que sabe conversar com o povo, é alguém que sabe cuidar do povo. Quem sabe melhor das pessoas que Patrus?”

O próprio Patrus Ananias estava animado, e disse que seu compromisso com a vida e com o futuro foi renovado nos últimos anos, quando se tornou avô. “Tudo que queremos fazer é compromisso com as pessoas”.

“Eu queria dizer a todo mundo, pros nossos adversários, que voltei. Voltei pra viver muito e pra fazer muito discurso”, disse Lula, que também falou da dissolução da aliança na atual Prefeitura da capital mineira. “No PT de Minas o pessoal andava de cara feia, de cabeça baixa e eis que Deus colocou o dedo no lugar certo. Se quem o PT ajudou a eleger não quer mais estar do nosso lado, não vamos ficar lamentando. Eles não quiseram fazer aliança com o PT porque faz parte da cabeça deles tentar destruir o PT. Mas o que eles não sabem é que o PT não é Lula, não é Patrus, é cada um de vocês”. 
Os amigos do Presidente Lula.