terça-feira, 4 de setembro de 2012

Revista Veja e a longa tradição das “entrevistas” inventadas

Uma revista publica um pingue-pongue – entrevista em formato de perguntas e respostas – com um jornalista que imediatamente denuncia em seu blog o “engodo”, porque não teria dado entrevista alguma; a revista responde reafirmando a autenticidade do texto e tudo fica por isso mesmo, a palavra de um contra a da outra.
Por Sylvia Debossan Moretzsohn, do Observatório da Imprensa

Foi na semana passada. A edição 2284 da Veja Rio, que começou a circular no domingo (26 de agosto), trazia, na coluna “Beira Mar”, uma suposta entrevistacom o colunista esportivo Renato Maurício Prado, do Globo, sobre o fim de seu contrato com a SporTV, depois de uma discussão ao vivo com o apresentador Galvão Bueno, durante um programa de debates nos últimos Jogos Olímpicos.

Já na terça-feira (28), na nota “Pingo nos is”, ao pé de seu blog, reproduzida no dia seguinte em sua coluna no caderno de Esportes do jornal impresso, Renato afirmava que não dera entrevista: teria apenas atendido ao telefonema da repórter e explicado que não queria falar, “até por entender que nós, jornalistas, não somos notícia”.

Ressaltava inclusive um erro na menção à sua participação num programa de rádio, já extinto havia mais de dois anos, e lamentava a utilização de uma foto sua, feita para sua coluna no Globo, pois, para o leitor, ficava a impressão de que ele teria posado para Veja.

Em nota oficial, publicada na quinta-feira (30 de agosto), a revista rejeitava o desmentido.

O que se diz no contestado pingue-pongue não tem qualquer relevância para além do previsível noticiário sobre “celebridades e personalidades do Rio”, que é o tema dessa seção da revista. A questão do método, sim, é que é de extrema relevância, independentemente do assunto, da importância das fontes ou da parcela do público a que se destina esse tipo de informação. Ou fraude.

A farsa da reportagem

Não é de hoje que Veja é criticada por utilizar artifícios estranhos aos mais elementares princípios éticos do jornalismo. Entre eles, a descontextualização, ou mesmo a pura e simples invenção de declarações.

Recordo aqui, apenas para ilustrar, um caso de grande repercussão ocorrido há pouco mais de dois anos: o texto intitulado “A farra da antropologia oportunista“, publicado em maio de 2010, que acusava pesquisadores de forjar a existência de comunidades indígenas ou quilombolas em proveito próprio – das ONGs das quais participavam – e em detrimento das perspectivas de desenvolvimento do país.

Para tanto, utilizava supostas afirmações de dois antropólogos, Mércio Pereira Gomes e Eduardo Viveiros de Castro, que argumentariam no sentido pretendido pela revista.

A farsa da reportagem foi denunciada em pelo menos três artigos neste Observatório e na resposta do professor Gomes (“Resposta a uma matéria falsa“), que recusava à Veja “o falso direito jornalístico” de atribuir-lhe “uma frase impronunciada e um sentido desvirtuante” daquilo que pensava sobre a questão indígena brasileira.

O protesto de Viveiros de Castro também circulou amplamente pela internet e provocou uma troca de mensagens entre ele a revista (ver aqui), na qual ficava evidente a inexistência de entrevista e a deturpação dos argumentos do pesquisador, retirados de um artigo seu.

O mais curioso é que Veja concluía sua resposta dizendo que o antropólogo a havia autorizado a utilizar o tal artigo “da forma que bem entendesse”. O que, a rigor, jamais poderia ocorrer, porque evidentemente nenhum texto pode ser utilizado de qualquer jeito: precisa ser citado de acordo com a sua própria coerência interna, conforme o contexto em que foi escrito.

O elogio da fraude

Criada em 1968 por Mino Carta, Veja passou por uma série de mudanças ao longo dessas mais de quatro décadas, e só um estudo detalhado poderia apontar o que a levou a se distanciar progressivamente da prática rigorosa do jornalismo para enveredar por uma política editorial que pretende amoldar a realidade às suas pautas, utilizando quaisquer recursos para a obtenção dos resultados previamente definidos. O recente episódio que envolveu o colunista esportivo seria, portanto, apenas uma derivação social e politicamente irrelevante de um processo incorporado há muito tempo.

Entretanto, nesse processo há um aspecto essencial e aparentemente inocente que deveria chamar a atenção, sobretudo de jovens aspirantes a jornalistas, especialmente agora que a discussão a respeito da adequada formação retorna, com o debate sobre a exigência do diploma universitário: é que as regras elementares do método jornalístico não são tão elementares assim. Pois que mal faz inventar entrevistas, desde que elas sejam simpáticas às fontes?

Em Notícias do Planalto, lançado em 1999 e prestes a ser reeditado, Mario Sergio Conti relata a esperteza de Elio Gaspari, então em início de carreira:

“[Gaspari] estava numa agência de notícias no Galeão. O aeroporto era o ponto de passagem dos poderosos da República. Os políticos, ainda em trânsito da antiga para a nova capital, embarcavam nos voos matutinos para Brasília. No Galeão desembarcavam as celebridades estrangeiras que visitavam o Rio. Como se podia entrar na área da alfândega, os jornalistas circulavam e faziam entrevistas. Os repórteres da agência tinham de falar com os passageiros famosos, redigir as matérias na sala de Imprensa, tirar cópias num estêncil a álcool e mandá-las para os jornais. Gaspari logo constatou que o tempo médio de embarque e desembarque, vinte minutos, era escasso. Enquanto entrevistava um deputado, perdia outros três que entravam no avião para Brasília. Passou a acordar de madrugada para ler os jornais e, com base neles, escrever pequenas entrevistas de políticos comentando os assuntos do dia. Se concordavam com as respostas, passavam a ser os entrevistados de fato e de direito. Assim, podia mandar aos jornais três, quatro entrevistas, em vez de uma. Os entrevistados agradeciam porque, além de estarem nos jornais, às vezes pareciam mais inteligentes ou engraçados do que realmente eram.”

Esses políticos jamais poderiam sonhar que algum dia lhes cairia no colo um assessor tão bom, e ainda por cima gratuito. Conti prossegue, muito divertido:

“Em Veja, o método foi refinado e usado anos a fio. Gaspari inventava um raciocínio para avivar uma matéria, geralmente de madrugada, no calor do fechamento, e mandava um repórter achar alguém famoso que quisesse assumir a autoria. A frase “O povo gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual” nasceu assim, proposta por Gaspari ao carnavalesco Joãozinho Trinta. O truque era puro Elio Gaspari. Tinha algo de molecagem, mas ficava nos limites das normas jornalísticas, na medida em que ninguém era forçado a encampar uma declaração. O seu fim último era levar um fato novo ao leitor (…)”. (grifo meu).

Então ficamos assim: inventar declarações e atribuí-las a terceiros faz parte das normas jornalísticas, desde que sejam favoráveis a essas fontes. Nada impede, tampouco, que se recorte um artigo e nele se insiram perguntas, para dar a impressão de um pingue-pongue. Terão razão, afinal, certos teóricos que dizem que jornalismo é ficção?

Essas coisas as escolas – pelo menos, as escolas de qualidade – não ensinam. Pelo contrário, refutam e denunciam. No entanto, renomados jornalistas – nos quais, naturalmente, muitos jovens se miram – praticam e enaltecem o que deveriam combater. E a fraude só causa revolta quando contraria os envolvidos.

Mas nem por isso deixa de ser o que é.

Renato Rabelo: FHC, o testa de ferro das elites conservadoras

“Uma postura petulante”, foi como momeou Renato Rabelo, presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ao criticar a manifestação do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso através dos diários Estadão (São Paulo) e o Globo (Rio de Janeiro).

Joanne Mota, da
Rádio Vermelho em São Paulo


Segundo Renato Rabelo, FHC é um figura que já foi derrotada nas urnas mais de uma vez e está inscrito no rol dos piores e mais nefastos presidentes de nossa história. Renato afirma que “FHC está a serviço de uma elite reacionária e conservadora, que tem na chamada mídia golpista um de seus principais pilares”.

O presidente do PCdoB lembra que nem as elites e nem a mídia aceitaram, ou aceitam, o processo de mudança que se instaurou no Brasil a partir do dia 1° de janeiro de 2003.

“Para eles um metalúrgico receber a faixa presidencial foi uma ofensa. Para eles ver eleita a 1ª mulher presidenta foi outro choque. Para nós significa o avanço das forças populares e progressistas, e esta história nem o Estadão, nem o Globo e nem a Folha poderão reescrever”, reafirmou Renato Rabelo.

Renato ainda afirmou que "com elegância a presidenta da República respondeu rápido e bem a iniciativa petulante de FHC. Dilma reafirmou o que nós já sabemos e vivemos, Lula mudou a rota da história desse país. Ou será que FHC esqueceu que entregou junto com a faixa presidencial um país quebrado, insolvente e com interferências externas constantes, a exemplo do papel do FMI? Nós não esquecemos”, relembra Renato.

Acompanhe a íntegra do programa: do PCdoB aqui

Microempresas foram campeãs na criação de empregos no 1º semestre

Para o senador José Pimentel, líder do governo no Congresso, estudo do SEBRAE confirma importância do setor no enfrentamento da crise

As microempresas com até quatro empregados foram responsáveis pela criação do maior número de empregos com carteira assinada no Brasil, durante o primeiro semestre deste ano. Do total de 858 mil novas vagas, 646 mil foram criadas em estabelecimentos com esse número de trabalhadores. Os dados foram apontados pelo SEBRAE a partir da base de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
O recorte realizado pelo SEBRAE informa que as micro e pequenas empresas (MPE) com até 99 funcionários criaram 654 mil novas vagas. O Ceará contribuiu com a geração de 12.849 vagas com carteira assinada. Os nove estados do Nordeste criaram 87.509 empregos formais em micro e pequenas empresas.
Em termos setoriais, as MPEs apresentaram expansão do emprego generalizada, com todos os setores apresentando aumento do número de trabalhadores nos seis primeiros meses do ano. Em números absolutos, o setor de serviços apresentou o maior crescimento, com a criação de 297.793 novos empregos no Brasil. Na sequência veio a construção civil, com 119.398 vagas.
Para o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT/CE), o estudo confirma a importância das micro e pequenas empresas para o país, especialmente em momentos de crise. “Com a adoção do Simples Nacional e o fortalecimento do mercado interno, as micro e pequenas empresas se tornaram campeãs na geração de empregos no Brasil, compensando a queda do número de vagas nas empresas de médio e grande porte, diretamente afetadas pelos reflexos da crise econômica mundial”, destacou, lembrando que o mesmo ocorreu em 2008.
Nordeste
Os dados do Nordeste apontam que, além do Ceará, as micro e pequenas empresas da Bahia e Pernambuco tiveram um bom desempenho na criação de novos empregos. Esses estados criaram, respectivamente, 18.425 e 16.095 novos postos de trabalho. Nos demais estados nordestinos, as novas vagas somaram 6.506 na Paraíba; 5.793 em Sergipe; 5.513 no Piauí; 5.129 no Maranhão; e 5.074 no Rio Grande do Norte.
As MPEs do estado de Alagoas apresentaram resultado menor na geração de empregos no nordeste. No primeiro semestre, criaram 2.125 novos empregos, enquanto o número de postos de trabalho fechados nas médias e grandes empresas foi de 41.866. Segundo o estudo do SEBRAE, motivos sazonais foram responsáveis pelo desempenho, especialmente aqueles relacionados às atividades sucroalcooleiras.
(Assessoria Parlamentar)

Programa Farmácia Popular já beneficiou mais de 18 milhões de brasileiros

Desde 2011, o número de beneficiados pelo programa Farmácia Popular registrou crescimento de 270%, saltando de 1,2 milhão em janeiro do ano passado para 4,8 milhões em julho de 2012.


Lançado para ampliar o acesso da população a medicamentos para doenças de alta prevalência, como hipertensão, diabetes, asma, colesterol, glaucoma e osteoporose, o programa oferta medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto.
O programa oferece à população medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto
O Farmácia Popular já beneficiou mais de 18 milhões de brasileiros desde a sua criação em 2004. Pelo programa, são disponibilizados 113 itens nas 557 unidades da rede própria (farmácias administradas pelo governo federal) e 25 nas mais de 20 mil unidades privadas, conveniadas ao programa.
Para ter acesso aos medicamentos do programa, o usuário precisa apenas apresentar um documento de identidade com foto, CPF e receita médica dentro do prazo de validade. Caso tenha dificuldades de locomoção ou tenha mais de 60 anos, o usuário pode solicitar a retirada do medicamento por um representante legal – amigo ou parente. Basta que o representante apresente na farmácia a receita médica atualizada, documentos de identificação do paciente beneficiário e do próprio representante, além de uma procuração simples que autorize a retirada, com firma reconhecida. A procuração pode ser escrita de próprio punho.
Veja a lista de medicamentos oferecidos.
Saiba onde encontrar as unidades da rede própria que integram o programa.
Farmácia Popular
As farmácias da rede própria são implantadas por meio de uma parceria do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com estados, municípios e instituições filantrópicas. Os medicamentos são comprados por órgãos de laboratórios farmacêuticos oficiais públicos ou privados. Quando necessário, são adquiridos por meio de pregões.
Em fevereiro de 2011, o programa foi reforçado com a ação Saúde Não Tem Preço, que tornou gratuita a oferta de 11 medicamentos para hipertensão e diabetes nas farmácias da rede privada e 14 da rede própria.
Fiscalização
Para evitar irregularidades, o Ministério intensificou os mecanismos de controle e fiscalização sobre as vendas de medicamentos. Uma das medidas é o controle das transações eletrônicas que registram as vendas efetuadas pelas farmácias, que acontece por meio do cadastramento dos computadores e dos funcionários. É obrigatório para todas as transações efetuar, no cupom vinculado, a descrição de informações sobre a venda, o beneficiário, o medicamento e a farmácia. Essas informações complementam o comprovante fiscal e dificultam ações ilegais.
O sistema de vendas do programa também efetua o cruzamento de informações com a base de dados do Sistema de Óbito do Ministério da Previdência (Sisobi), para identificar indivíduos registrados como falecidos, evitando que as compras sejam feitas em nome dessas pessoas.
Desde 2011, o ministério já descredenciou 235 farmácias e multou 569 em todo o País. Quem suspeitar de possível irregularidade no estabelecimento pode entrar em contato com a ouvidoria do órgão, pelo telefone 136.
Portal Brasil

Inclusão: Investimento social dá salto no governo Lula, mostra Ipea

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PT)

Petista chegou a 2010 aplicando R$ 638,5 bi em áreas como educação, saúde, previdência, assistência e outras - o que equivale a 15,5% do PIB


Estudo divulgado nesta terça-feira (4) pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) mostra que os gastos sociais federais passaram de R$ 234 bilhões em 1995 para R$ 638,5 bilhões em 2010, representando um crescimento real de 172% em 16 anos.
O salto maior ocorreu no governo Lula (2003-2010), quando todo o investimento nas áreas consideradas pelo estudo saltou de 12,9% do PIB para 15,5%. No período anterior (FHC - 1995 a 2002), foi de 11,2% para 12,9%.
Na assistência social, o último ano do petista (2010) registrou investimento de R$ 44,2 bilhões, ou 1,07% do PIB. Já no último ano do governo anterior (FHC, de 1995 a 2002), o resultado nesse setor foi de R$ 9,8 bi, ou 0,4% do PIB.
Intitulado “Gasto Social Federal: prioridade macroeconômica no período 1995-2010”, o estudo aponta que os gastos com educação ficaram praticamente estáveis no período FHC, passando de R$ 19,7 bi em 1995 para R$ 19,9 bi em 2002. Com Lula, o investimento nessa área chegou a R$ 45,5 bi em 2010. Em termos de PIB, foi de 0,71% para 1,11%.
Já na Saúde, os recursos destinados passaram de R$ 37,3 bilhões para R$ 68,8bilhões no período.
O Ipea considera gastos sociais federais todo o dinheiro que o governo aplica em previdência social, benefícios a servidores públicos, saúde, assistência social, alimentação e nutrição, habitação e urbanismo, saneamento básico, trabalho e renda, educação, desenvolvimento agrário e cultura.
O investimento não foi absorvido de forma homogênea pelas diversas áreas sociais: “mais da metade dos recursos novos agregados à política social federal – 2,4% do PIB – foi destinado para a área de previdência social; outro 1% do PIB foi aplicado no crescimento dos recursos da área de assistência social, fundamentalmente nas transferências diretas de renda. As demais áreas de atuação social tiveram que dividir os outros 0,96% do PIB entre si”, finalizou o Ipea, em nota.
Rede Brasil Atual

Tracking aponta queda feia de Serra e assombra PSDB

Tracking aponta queda feia de Serra e assombra PSDB Foto: Edição/247

Pesquisa telefônica diária feita pelo PT indica que Fernando Haddad já tomou o segundo lugar do ex-governador na corrida pela Prefeitura de São Paulo; especula-se que levantamento do PSDB confirma quadro, mas tucanos negam; pesquisa Datafolha deve expor o verdadeiro cenário; por enquanto, apenas uma certeza: Russomanno segue na frente

Brasil 247.com 

04 de Setembro de 2012 às 18:13
247 - Pesquisas internas do PT já apontam Fernando Haddad à frente de José Serra na corrida pela Prefeitura de São Paulo. O segundo lugar teria sido tomado pelo petista dentro da margem de erro (ou seja, a diferença não passa de três pontos percentuais), como indica a coluna Radar Online, mas é o bastante para animar PT e preocupar PSDB.
Segundo nota da mesma coluna, o tracking dos tucanos também teria constatado a troca de posições no segundo lugar da corrida eleitoral de São Paulo. A informação foi negada por Luiz Gonzales, marqueteiro de Serra, segundo quem o tucano continua em segundo lugar, e bem à frente de Haddad.
Pesquisa Datafolha programada para esta quarta-feira deve confirmar ou desmentir as sondagens internas feitas pelos dois partidos. Por enquanto, apenas uma certeza, confirmada por todas as pesquisas: Celso Russomanno (PRB) segue disparado na ponta.

Falcão: cadeia para Cunha é 'golpe da elite suja'

Falcão: cadeia para Cunha é 'golpe da elite suja' Foto: Edição/247

Presidente nacional do PT diz que condenção, no STF, de ex-presidente da Câmara dos Deputados por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro faz parte de ação de conservadores que, após perderem nas urnas, buscaram outros meios para tentar derrotar o partido; "Não mexam com o PT. Porque quando o PT é provocado, ele cresce", provocou

Brasil 247.com 

04 de Setembro de 2012 às 13:40
247 – O presidente nacional do PT, Rui Falcão, atribuiu a condenação do ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha na Ação Penal 470, o chamado "mensalão", a um "grande golpe" contra o partido. Esse "grande golpe" teria sido desferido por "setores conservadores da sociedade". A afirmação foi feita na noite da segunda-feira 3, durante evento petista em Osasco para oficializar a candidatura do engenheiro Jorge Lapas à prefeitura da cidade, no lugar de Cunha, que saiu da disputa após a condenação do Supremo Tribunal Federal (STF).
"São esses mesmos conservadores que junto com setores da grande mídia perderam nas urnas e tentam nos derrotar por outros meios. Quando são derrotados nas urnas, lançam mão de instrumentos de que ainda dispõem, desde a mídia conservadora, passando pelo Judiciário, para tentar nos derrotar", acusou Falcão. "Não mexam com o PT, porque quando o PT é provocado ele cresce, reage".
Para o presidente da sigla, a condenação resulta das conquistas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma. "Essa elite suja, reacionária, não tolera que um operário tenha mudado o país. Não tolera que uma mulher dê continuidade a esse projeto", afirmou, sem citar responsáveis nem o próprio João Paulo. Para o deputado estadual Ênio Tatto, presente no evento, a eleição de Lapas em Osasco agora é "questão de honra" para o PT.
O advogado de João Paulo Cunha, Alberto Toron, já declarou que deve recorrer da condenação, recurso permitido pela regimento do Supremo ao réu que tiver quatro votos favoráveis à absolvição. O deputado federal foi condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. O petista é acusado de receber R$ 50 mil para beneficiar agência do empresário Marcos Valério em contrato com a Câmara na época em que presidia a Casa, entre 2003 e 2004.

Ideli: Governo não concorda com mudanças no Código Florestal


Ideli: Governo não concorda com mudanças no Código Florestal Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que o Executivo é favorável à retomada do texto original da Medida Provisória; alterações feitas em comissão especial beneficiaram médios produtores

04 de Setembro de 2012 às 16:21
Ivan Richard, da Agência Brasil- A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse nesta terça-feira 4, após reunião com líderes da base do governo na Câmara, que o Executivo não concorda com o texto aprovado pela comissão especial mista que analisou a Medida Provisória 571, que trata do novo Código Florestal, e é favorável à retomada do texto original da MP.
A matéria pode ser votada entre hoje e amanhã pelos deputados no chamado esforço concentrado de votações, período definido pela Casa em que parlamentares se reúnem para votar projetos, já que, devido ao período eleitoral, mesmo recebendo salário normalmente, não comparecem à Câmara.
A ministra reiterou que o acordo firmado na comissão especial não teve aval do governo e que a ideia de "escadinha", proposto pelo governo para definir o percentual de área desmatada a ser recuperado por pequenos, médios e grandes produtores, é o mais "justo".
" A escadinha é um equilíbrio socioambiental. Quem tem menos terra recupera menos e quem tem mais recupera mais. A posição do governo já foi expressada de forma clara quando a presidenta [Dilma Rousseff] vetou diversos artigos e editou uma medida provisória. Os líderes aprovaram um texto do qual o governo não participou", disse Ideli. "O equilíbrio que a presidenta adotou é o possível e justo".
A MP do Código Florestal tem que ser votada esta semana pelos deputados para que haja tempo para que os senadores também aprovem a matéria antes de ela perde a validade em 8 de outubro.
O Senado só tem mais uma semana do chamado esforço concentrado antes do dia 8 de outubro, marcado para a próxima semana.
O mesmo pode ocorrer com a MP 570, que cria o Programa Brasil Carinhoso. Nesta MP, a única divergência entre governo e oposição é a inclusão do chamado Regime Diferenciado de Contrarações (RDC) para a área da educação. A oposição e alguns partidos da base são contrários à ideia.
Contudo, Ideli disse que a proposta será mantida na MP. O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que irá apresentar estudos que mostram a viabilidade do RDC.

FHC: A inveja é uma merda

Egocêntrico e narcisista, Fernando Henrique não se olha no espelho! Um rápido comparativo demonstra que seu reinado é que foi um desastre completo

04 de Setembro de 2012 às 16:37

Colunista 

Altamiro Borges

O ex-presidente FHC já deve ter se arrependido do artigo que publicou nos jornais O Globo e Estadão no último domingo. Tanto é que ele sumiu do mapa. "A Folha não conseguiu falar com FHC", lamenta o jornal tucano. Na sua defesa, apenas o jagunço que preside o PSDB, o Sérgio Guerra, e alguns servos da mídia – como Ricardo Noblat, Merval Pereira e o pitbull da Veja. José Serra, que despenca nas pesquisas, já deve estar achando que o "amigo" FHC escreveu as suas bravatas apenas para prejudicá-lo na eleição.
A resposta mais contundente ao artigo partiu da presidenta Dilma Rousseff. Em nota oficial, ela defendeu a "herança bendita" de Lula e esculhambou FHC, acusando-o de reescrever a história com "ressentimento". "Não recebi um país sob a intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão", fustigou, lembrando a herança maldita de FHC. Ela enfatizou também que Lula "não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse", outra bordoada, relembrando a compra de votos para a reeleição do grão-tucano.
Dilma e o fim do "namorico"
A dura resposta de Dilma até surpreendeu. Afinal, ela vinha mantendo uma relação amigável com o pavão do PSDB. Chegou a convidá-lo para jantar no Palácio do Planalto e enviou uma carta bajuladora no seu aniversário de 80 anos, confundido civilidade com conciliação. Talvez ela tenha se iludido com FHC que, como diz Luis Nassif, nunca abandonou a sua "síndrome de escorpião". Quem sabe agora a presidenta também desperte diante de outros escorpiões e rompa de vez o seu "namorico com a mídia" – como já ironizou Lula.
Mas a contundência de Dilma é plenamente justificável. O artigo de FHC é realmente um horror, carregado de inveja e ressentimento. Caso não respondesse à altura, ia parecer que a presidenta sucumbira à manobra rasteira da oposição demotucana e da sua mídia venal, que tentam cravar uma cunha entre Dilma e Lula para estimular a cizânia. "A presidenta Dilma Rousseff recebeu uma herança pesada de seu antecessor", afirma FHC já na abertura do seu texto, apostando exatamente nesta divisão.
Um comparativo entre FHC e Lula
Quanto ao mérito do artigo, ele é patético. O tucano pinta um quadro mentiroso sobre o governo de Lula em várias áreas. Parece até que a atual presidenta herdou um país quebrado, rumo ao colapso. Egocêntrico e narcisista, FHC não se olha no espelho! Um rápido comparativo demonstra que seu reinado é que foi um desastre completo. O povo sabe disto. Tanto que ele saiu do Planalto com a popularidade no ralo e Lula transmitiu a faixa presidencial com aprovação de mais de 80%.
Altamiro Borges escreve no Blog do Miro

Dilma Rousseff entre o peso de suas duas heranças

Dilma Rousseff entre o peso de suas duas heranças Foto: Montagem/247

Na comparação entre a economia que Lula recebeu de FHC em 2002, e Dilma de Lula, oito anos depois, os números falam por si. A de FHC, sem dúvida, foi bem mais pesada

04 de Setembro de 2012 às 08:46
247 – O tema das heranças malditas voltou a inflamar o País. E tudo começou no último domingo, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acusou seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, de legar uma “herança maldita” à presidente Dilma Rousseff. Como se sabe, FHC jamais perdoou Lula por ter também atribuído a ele uma herança maldita em 2002. Como Lula teria sido ingrato, segundo FHC, seria a vez de dar o troco.
Dilma, no entanto, não perdoou. Telefonou ao ex-presidente Lula, se disse indignada com o artigo de FHC e publicou uma dura nota em que apontou o “ressentimento” do ex-presidente tucano, condenando-o ainda por mudar regras institucionais em seu benefício, com a emenda da reeleição. Lula, ao contrário, foi “estadista”, segundo Dilma, ao não repetir o erro, insinuando que ele, se quisesse, poderia ter buscado um terceiro mandato.
FHC resumiu a “herança maldita” de Lula em dois pontos: a crise econômica e a crise moral, derivada do mensalão. No debate econômico, nada melhor do que os números. A eles:
Dívida pública – FHC a recebeu em 30% do PIB, em dezembro 1994, e a elevou para mais de 55% do PIB, em 2002, mesmo tendo vendido algumas “jóias da coroa”, como a Vale, com a privatização. O principal motivo para a alta da dívida foi a política de juros altíssimos, que remunerava investidores com ganhos reais acima de 20% ao ano. Nos oito anos de governo Lula, a dívida interna caiu para menos de 40% do PIB e hoje está em 36%. Tende a cair ainda mais com a política de juros baixos colocada em prática pela presidente Dilma.
Risco Brasil – Nos dois governos FHC, o Risco-Brasil bateu em 2,7 mil pontos e o País foi socorrido três vezes pelo Fundo Monetário Internacional. Com Lula, caiu a 200 pontos e o Brasil foi promovido a grau de investimento. Os tucanos alegam que, em seu período, o mundo sofreu com as crises do México, da Argentina, da Rússia e da Ásia. Petistas rebatem afirmando que enfrentaram, em 2008, uma crise nos Estados Unidos, o coração do capitalismo.
Dólar – No fim do governo FHC, o dólar foi a quase quatro reais e a inflação anualizada já era de dois dígitos. O Banco Central, de Armínio Fraga, atribuía ao risco Lula a alta do dólar e a disparada dos preços. Com Lula, e o BC nas mãos de Henrique Meirelles, a dívida pública em dólar foi zerada, o real se valorizou fortemente, as reservas internacionais somaram mais de U$S 250 bilhões e o Brasil passou a cumprir sua meta de inflação.
Emprego e transferência de renda – O saldo de empregos criados com carteira assinada no governo FHC foi de 700 mil postos de trabalho. Na era Lula, somaram mais de 11 milhões de vagas. Programas de transferência de renda, criados no governo FHC, foram acentuados na era Lula sob o guarda-chuva do Bolsa-Família. Com resultado, 23 milhões de pessoas cruzaram a linha da pobreza.
FHC, no entanto, aponta como herança maldita fatores como o aparelhamento de estatais, como a Petrobras, e uma crise energética que se avizinha (sem lembrar, é claro, do apagão de 2005). No campo moral, fala do mensalão, mas, em seu governo vários escândalos também eclodiram – e muitos não foram investigados com o mesmo rigor de agora. O que não significa que cada presidente não tenha dado contribuições para a construção de um país melhor – inclusive os que vieram antes de Lula e FHC.

Brasil 247.com

Arthur Virgílio (PSDB-AM) cometeu crime de peculato, segundo STF

Ao assistir o julgamento da Ação Penal 470 no STF, constata-se que o ex-senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM) cometeu o crime de peculato quando manteve um assessor de seu gabinete recebendo salários do Senado para morar na Europa, sem trabalhar.

O ex-senador, depois de descoberto, confirmou que cometeu o crime em pronunciamento oficial da tribuna do Senado, portanto dispensa outras provas. Aliás é de se estranhar que, apesar do fato ser amplamente noticiado na imprensa, a Procuradoria-Geral da República não atentou para o fato e o dever de processá-lo.

O tucano disse que devolveria o dinheiro em três parcelas, mas só mostrou ao público o pagamento da primeira. As outras duas ele não tornou público se pagou ou não. Mas mesmo que tenha havido a devolução do dinheiro, não extingue o crime de peculato na esfera penal, que já havia ocorrido.

O tucano não tem mais foro privilegiado, pois o povo do Amazonas não o reelegeu em 2010, e qualquer Procurador da República pode abrir ação penal contra ele. Afinal pau que bate em Chico na AP470, tem que bater também em Francisco.
 

Balança Comercial Registra Saldo

Atualizada - Balança comercial registra saldo de US$ 3,2 bilhões

03/09/2012 - 18h30
Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
Brasília –A balança comercial brasileira registrou saldo de US$ 3,227 bilhões no mês de agosto, resultado de exportações no valor de US$ 22,382 bilhões e de importações equivalentes a US$ 19,155 bilhões, de acordo com números divulgados hoje (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Foi o melhor superávit mensal do ano, 12,2% maior em comparação com o mês anterior, mas o desempenho ficou 17,1% abaixo do saldo contabilizado em agosto do ano passado, de US$ 3,893 bilhões. No acumulado do ano, o superávit comercial soma US$ 13,172 bilhões, 34% menor que os US$ 19,988 bilhões obtidos no mesmo período de 2011.
O secretário executivo do ministério, Alessandro Teixeira, destacou que foi o segundo maior volume de exportações e de importações para um mês de agosto, atrás apenas de igual período de 2011. Mas admitiu que “poderia ter sido melhor”, não fossem as paralisações de servidores da Receita Federal, do Ministério da Agricultura e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Qualquer parada deles afeta o desempenho comercial do país”, acrescentou.
Teixeira ressaltou que houve boa movimentação na corrente externa de comércio em agosto, embora as exportações tenham caído 14,4% em relação a agosto do ano passado, pela média diária, enquanto as importações foram 14% menores. Para o secretário, o resultado se explica pelo “cenário externo adverso”, em que quase todos os blocos econômicos estão comprando menos. Neste ano, as vendas brasileiras cresceram só para os Estados Unidos, com evolução de 11,7%.
A China, que passou a ser o maior parceiro comercial do Brasil depois da crise financeira de 2008, comprou 0,8% menos de produtos brasileiros, pela média diária, comparado ao período janeiro-agosto de 2011. As maiores retrações foram registradas nas compras da Europa Oriental (-32,5%), do Mercosul (-17,2%), Oriente Médio (-13,9%), da América Latina e do Caribe (-10,2%), e da União Europeia (-8,4%). As compras argentinas tiveram redução de 19,3%.
Em volume de recursos, os principais destinos das vendas brasileiras continuam sendo a China, com compras no valor de US$ 29,149 bilhões, os Estados Unidos (US$ 18,678 bilhões) e a Argentina (US$ 11,996 bilhões). Dos US$ 166,56 bilhões exportados este ano pelo Brasil, 18,2% foram para a China, contra participação de 17,4% em 2011; e 11,6% foram para os Estados Unidos, que tiveram participação de 9,9% no mesmo período do ano passado. Em sentido contrário, a participação da Argentina caiu de 8,8% para 7,5%, sendo a queda mais acentuada.
Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres, em agosto houve queda no resultado das exportações nas três categorias de produtos, em relação a agosto de 2011. Os produtos básicos (minério de ferro, soja em grão, petróleo cru e outros) venderam 15,5% menos, apesar do destaque positivo para as vendas de milho (+60%) e de farelo de soja (+48,8%). Os produtos semimanufaturados (açúcar, celulose, chapas de ferro e aço) tiveram queda de 23,6%, mesmo com o bom desempenho do ferro-ligas (+30,5%) e do óleo de soja (+38,7%).
Os manufaturados tiveram desempenho um pouco melhor, com retração de apenas 8,6%, principalmente devido às menores vendas de açúcar refinado (-47,5%) e de automóveis (-19%). Em contrapartida, as exportações de aviões cresceram 6,8% (para a China, Índia, Indonésia, Alemanha e Itália), óleos combustíveis (+8,1%) e motores e geradores elétricos (+33,1%).
Edição: Lana Cristina
 

País tem desafio de erradicar a pobreza e, ao mesmo tempo, produzir ciência e tecnologia, diz Dilma

Presidenta Dilma Rousseff (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Previsão de investimentos chega a R$ 500 milhões voltados para o estímulo ao desenvolvimento e à produção de softwares no país.


Ao comentar o Programa Tecnologia da Informação Maior, lançado no dia 20 de agosto, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (3) que o desafio do país é erradicar a pobreza e, ao mesmo tempo, produzir ciência e tecnologia, agregando valor à produção. “Esse é o caminho para o Brasil chegar à economia do conhecimento e se encaminhar cada vez mais para ser uma grande nação”, ressaltou.
No programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que a previsão de investimentos chega a R$ 500 milhões voltados para o estímulo ao desenvolvimento e à produção de softwares no país. Segundo Dilma, o Brasil conta com quase 9 mil empresas que desenvolvem softwares, mas o objetivo do governo é ampliar esse número.
“Por isso, vamos investir nas pequenas empresas de tecnologia, que geram muitos empregos – principalmente contando com jovens que têm uma imensa capacidade de criar. Uma das medidas mais importantes desse programa é que nós vamos oferecer cursos para 50 mil trabalhadores do setor de tecnologia da informação.”
A presidenta também destacou medidas lançadas dentro do programa de política industrial Brasil Maior para fortalecer e ampliar a indústria de tecnologia da informação. Uma das ações trata da redução do valor que as empresas de softwares e de tecnologia da informação pagam à Previdência (desoneração da folha de pagamento).
“Ela é importante porque reduz o custo do trabalho e aumenta a competitividade das empresas”, disse. “Nós também reduzimos os impostos para as empresas que queiram produzir semicondutores e tablets no Brasil”, completou.
Dilma comentou ainda os resultados da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), ocorrida na semana passada no Rio de Janeiro. Ao todo, mais de 18 milhões de alunos de 44 mil escolas públicas de todo o país participaram da competição – 500 deles foram premiados.
“A matemática é o primeiro passo para o desenvolvimento científico e para a inovação tecnológica, porque é a base de todas as ciências e é fundamental para o aprendizado das engenharias, da física, da tecnologia da informação, da ciência dos computadores, por exemplo. A matemática ajuda a despertar o interesse dos nossos jovens pela ciência e pelo conhecimento.”
Agência Brasil

Governo já exibe verbas indenizatórias pagas a servidores federais

 Notícia publicada no Site da CGU (Controladoria Geral da União) em 30/08/2012
O Governo Federal disponibilizou hoje (30/08), no Portal da Transparência, mantido pela Controladoria-Geral da União (CGU), as verbas indenizatórias recebidas pelos servidores federais civis e militares. A divulgação dos dados cumpre o cronograma estabelecido na Portaria Interministerial nº 233, de 25 de maio de 2012.
Essa primeira carga de dados referente a verbas indenizatórias traz informações sobre os pagamentos relativos ao mês de julho do pessoal civil e junho dos militares. Os dados integram a consulta de remuneração de servidores, que já está disponível no Portal da Transparência desde o último mês de junho. Para consultar sobre essas verbas, o interessado deverá acessar o Portal (www.portaldatransparencia.gov.br) e clicar na aba “Servidores”.
Os dados referem-se às parcelas indenizatórias como: auxílio natalidade, auxílio alimentação, bolsas de estudos, indenização de férias e aviso prévio, auxílio acidente de trabalho, salário educação, indenização de transporte, auxílio transporte, auxílio filho excepcional, auxílio creche / pré-escolar / escola, adicional natalidade, indenização de irradiação ionizante, parcela de participação da União nos planos de saúde e auxílio-fardamento (exclusivamente para militares).
Para saber mais, acesse o arquivo “Entenda a consulta e conheça os itens que compõe a remuneração”, localizado na tela de consulta às remunerações individualizadas.
Download
Todos os dados da consulta estão disponíveis para download, o que permite aos interessados organizar os dados da forma que desejarem - como, por exemplo, por valores ou órgão público específico -, bem como elaborar gráficos ou tabelas.
O acesso a essa funcionalidade se dá pelas seções "Gráficos e Downloads" ou "Download de Consultas/Servidores", do Portal. Esta última contempla quatro planilhas no formato aberto CSV (Comma-Separated Values), abrangendo os seguintes dados: Informações Cadastrais dos Servidores; Remunerações; Observações sobre as Remunerações; Jetons e Verbas Indenizatórias, tanto dos servidores civis como dos militares.
O acesso a tais informações poderá ser feito, ainda, por meio da própria consulta "Servidores", na opção "por nome ou CPF”, ícone “baixar mais dados”, a partir de aba disponível no canto superior direito da tela inicial do Portal da Transparência.

Assessoria de Comunicação Social

Os efeitos colaterais do julgamento do 'mensalão' no mercado publicitário


Já surge o primeiro efeito colateral do julgamento da Ação Penal 470, o chamado "caso mensalão". E explodiu como uma bomba no colo do mercado publicitário, com dores de cabeça para empresas de mídia, como a Globo.Apesar de o ministro do STF Ricardo Lewandowski ter entendido que bônus de volume (BV) não integra direito do cliente...Leia mais aqui na Revista Brasil Atual